domingo, 30 de setembro de 2012


Corpo de Hebe Camargo é enterrado




 em São Paulo


Enterro ocorreu às 10h30 no cemitério Gethsemani, no bairro do Morumbi.
Sepultamento foi acompanhado por multidão de fãs, artistas e familiares.




O corpo da apresentadora Hebe Camargo foi enterrado por volta das 10h30 deste domingo (30) no cemitério Gethsemani, no bairro do Morumbi, em São Paulo, sob aplausos, gritos de "Hebe, eu te amo" e pétalas de rosas jogadas por fãs. De acordo com a administração do cemitério, cerca de 1,5 mil pessoas participaram do enterro.
O sepultamento da apresentadora, ícone da TV brasileira, foi acompanhado por uma multidão composta, além dos fãs, por familiares, amigos, artistas e políticos nesta manhã. A chegada do caixão ao cemitério também foi aplaudida. Durante o enterro, os fãs cantaram, ainda, a música "Como é grande o meu amor por você", de Roberto Carlos - ela era fã do cantor.
O caixão com o corpo de Hebe deixou às 10h horas o Palário dos Bandeirantes - onde ocorreu o velório e a missa celebrada pelo padre Marcelo Rossi - por volta das 10h, em um carro do Corpo de Bombeiros, e seguiu em cortejo em direção ao cemitério. Lá, foi transferido em um carro elétrico e levado até o local do sepultamento, o jazigo da família.
'Ela era uma mãe para mim', disse o padre Marcelo Rossi neste domingo (30), antes de rezar missa de corpo presente para Hebe (Foto: Leo Martins/Frame/Folhapress)'Ela era uma mãe para mim', disse o padre Marcelo
(Foto: Leo Martins/Frame/Folhapress)
No percurso até o cemitério, o caixão foi coberto com uma bandeira brasileira e rodeado de coroas de flores enviadas pelos familiares, amigos, artistas e políticos, como a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os apresentadores Luciano Huck e Angélica, Pelé, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o empresário Antônio Ermírio de Moraes - entre dezenas de outros.
Hebe morreu de madrugada de sábado (29) em casa após sofrer uma parada cardíaca, ao se deitar para dormir, segundo a assessoria de imprensa do SBT. Ela lutava contra um câncer desde 2010.
Missa com músicas de Roberto CarlosCelebrada pelo padre Marcelo Rossi, a missa pela morte da apresentadora teve fim por volta das 9h. A cerimônia durou aproximadamente meia hora.
Durante a celebração, o padre cantou "Como é grande o meu amor por você", deRoberto Carlos, acompanhado pelo público, também composto por amigos, familiares e fãs. A missa foi encerrada com "Jesus Cristo", também de Roberto Carlos. Ao final, um fã fez um discurso em homenagem à apresentadora.
'Missa da saudade'Antes de dar início à celebração, o padre Marcelo disse que ela não queria uma missa triste, mas uma missa com "muita saudade", e é dessa forma que a cerimônia seria conduzida.
De acordo com o religioso, foi a própria família que pediu que ele celebrasse a missa da forma que Hebe desejava. "Não vai ser missa ecumênica, Hebe queria missa com Nossa Senhora", afirmou.
"Todos sabem do amor que eu tenho pela Hebe, ela foi uma mãe para mim (...). A Hebe é um exemplo de vida, além de um ícone da comunicação como apresentadora", disse, antes do início da cerimônia.
O padre afirmou que esteve com a apresentadora na última segunda-feira (24) para uma missa de inauguração de uma capela de Hebe. O religioso afirmou que, naquele dia, percebeu que ela estava sentindo dor, mas que mesmo assim nunca falava em partir e lutou como uma guerreira para sobreviver. "Sua voz era uma voz que pregava a ética, a coragem e o amor pelo Brasil", afirmou.
'Dia do selinho'
Após ser aberto ao público, depois de momentos reservados exclusivamente a familiares e amigos, na noite de sábado (29), o velório de Hebe Camargo recebeu fãs que desejavam se despedir da apresentadora. O consultor de vendas Fagner Fernando Ribeiro, 28, viajou de São José dos Campos para São Paulo especialmente para prestar homenagem ao ícone da televisão brasileira.
“Para quem sempre viu uma pessoa sorrindo, tranquila e alegre, é difícil vê-la assim. Ficam na lembrança o sorriso, os selinhos”, afirmou ao G1, logo após passar pelo salão nobre do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, onde está sendo velado o corpo de Hebe. Natural de Taubaté, mesma cidade onde nasceu a apresentadora, Ribeiro fez questão de dizer que apoia uma campanha nas redes sociais para tornar 29 de setembro o “dia do selinho”, em tributo a uma das marcas registradas de Hebe Camargo.
Ribeiro passou pela sede do governo acompanhado do amigo Arthur Lamy, 33. O advogado, que tinha passagem de volta para o Rio, onde mora, marcada para a noite deste sábado, conta que adiou a viagem: “Deixei de ir embora pra me despedir da Hebe. Eu senti como se tivesse perdido um parente”.
No início da madrugada deste domingo (30), praticamente não havia filas diante do Palácio dos Bandeirantes. O principal inconveniente enfrentado pelos admiradores de Hebe era o frio – de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) de São Paulo, por volta da 1h da manhã fazia 13,8º no bairro do Butantã, próximo ao Morumbi, onde fica o Palácio dos Bandeirantes.
Outra reclamação era a impossibilidade de se fazer fotos. “Não deixaram, ficamos tristes, porque a gente queria registrar o momento”, lamentou a comerciante Cacilda Souza de Mesquita, 31, de São Paulo. A assessoria de imprensa do palácio atribuiu a proibição a um pedido feito pela família de Hebe ao cerimonial, após os primeiros visitantes fazerem registros com celular.
Diante da interdição, restou aos admiradores fotografar as diversas coroas de flores postadas perto da entrada do salão nobre. E encampar a campanha do “dia do selinho”.

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